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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Não precisamos ter TUDO!!!!!


Quase 8 meses, quase lá. A barriga pesa, o corpo dói, dormir bem a noite toda?! Não isso não me pertence mais.É só deitar e acomodar os dois travesseiros na cabeça para não ficar sem ar, mais um fininho na barriga e achar que estamos bem tranquilos para começar a pegar no sono que dá aquela vontade absurda de fazer xixi, isso repetidas vezes numa mesma noite, toda noite, mesmo eu evitando liquido perto da hora de dormir, oque só piora, pois a vontade é a mesma oque muda é a quantidade de liquido que sai,rsrsr.
Tanta coisa ainda para fazer, comprar...na verdade estamos curtindo. Mesmo sem grana (talvez não de para pintar o quarto de azulzinho como eu queria), sem berço ainda, sem enxoval novinho...ganhei tanta coisa de 2ª mão, peças que foram do filho de uma amiga (peças usadas mas bem cuidadas) que fiquei tão feliz em receber que fico pensando se esse menino vai precisar de mais. Claro que vou acabar comprando algo novo, mas o mínimo possível, esta é a meta.
Como o meu mais novo está com 9, não tinha nada guardado, fui dando para familiares, amigos ou quem estivesse precisando, tem aquele ditado: QUEM DÁ OQUE TEM, A PEDIR VEM. rsrrsrs. Mas nunca fui de ficar guardando nada e roupinha de bebê achei que precisaria comprar só para os meus netos,enfim.
Verdade seja dita, é muito diferente ser mãe de novo depois de quase 10 anos, meu corpo, bem sobre este é melhor nem entrar em muitos detalhes, minha cabeça está totalmente diferente.
Tenho uma sobrinha que no auge dos seus 23 anos está quase parindo sua 1ª filha, quanta ansiedade e planejamento para tudo, ela deve estar para parir literalmente e não se aguenta, quer ver logo a carinha, pegar no colo, usar o enxoval todo lilás novinho, bem lavado, passado...uma delicia. Eu também quando engravidei da 1ª fiz questão de um monte de coisinhas, principalmente por ser menina, tudo com muito fru-fru, por isso não estou julgando não acho que ela está certissima e tem que curtir tudo MESMO.
Comigo não. Não que eu esteja sendo uma mãe relaxada e tal, pelo menos não me considero. Mas minhas prioridades são outras. Se meu filho pode ser bem acolhido com o básico não posso e nem quero ostentar nada. Quero priorizar o ser e não o ter. Quero que ele perceba desde já que ninguém tem tudo na vida e nem precisa ter nada para ser feliz.
Sinto que em nossas vidas teremos muitas alegrias, nossa família mais unida e consequentemente mais feliz.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Carta Aberta ao Conar {Blogagem Coletiva


.Duas recentes medidas do Conar referentes aos abusos da publicidade voltada para as crianças nos deixaram preocupados e ainda mais descrentes da atuação deste órgão com relação à proteção da infância.
A primeira foi a decisão de sustar a campanha da Telessena de Páscoa por anunciar para o público infanto-juvenil um produto que só pode ser vendido para maiores de 16 anos (de acordo com regulamentação da SUSEP). A segunda foi a advertência dada pelo Conar à Ambev, com relação ao ovo de páscoa de cerveja da Skol.
Ambas atitudes do Conar seriam dignas de aplausos – se tivessem sido tomadas quando as campanhas publicitárias estavam no ar, na Páscoa, em março. Mas o Conar só agiu em junho, quando as campanhas já não eram mais veiculadas.
Com isso, não houve nenhum impedimento para que a mensagem indevida da Telessena atingisse impunemente milhões de brasileirinhos e que a Ambev promovesse bebida alcoólica através de um produto de forte apelo às crianças. A advertência à Skol é ainda mais ineficaz, pois não impede que no próximo ano, produto semelhante seja oferecido.
O Movimento Infância Livre de Consumismo vê nessas decisões a comprovação de que o atual sistema de autorregulamentação praticado pelo mercado publicitário brasileiro é lento, omisso e ineficiente. Fato ainda mais grave quando se trata da defesa do público infantil.
Por isso, exigimos que a publicidade infantil sofra um controle externo como todas as atividades empresariais. Reiteramos nossa postura de que, sem leis e punição, jamais teremos uma publicidade infantil mais ética.
Nós, mães e pais, exigimos respeito à infância dos nossos filhos e solicitamos que estas duas atuações não constem dos autos do Conar como casos de sucesso. Contabilizar pareceres dados depois que as campanhas saíram do ar, como exemplo da firme atuação do Conar, é propaganda enganosa. E isso contraria o tal Código de Autorregulamentação que os publicitários insistem em tentar nos convencer que funciona.
[Este texto faz parte de uma blogagem coletiva proposta pelo Movimento Infância Livre de Consumismo juntamente com blogs parceiros. Este movimento é composto por pais e mães que desejam uma regulamentação séria e eficiente da publicidade voltada para crianças. Para saber mais acesse: http://www.infancialivredeconsumismo.com. br ]